Entidades solicitam ações para enfrentamento da escassez de suprimentos e contra práticas de preço abusivas

Aumento de preço verificado em alguns insumos chega a 500%

Por Comunicação CNSaúde , publicado em 18/03/2020

As entidades representativas Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) e Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (ABRAMED), enviaram ao ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, ofício com solicitações para o enfrentamento da escassez de suprimentos e contra práticas de preço abusivas.

“Em relação à escassez de suprimentos, neste momento a maior preocupação do setor hospitalar é relacionada aos EPIs – Equipamentos de Proteção Individual – extremamente necessários para proteção do paciente e dos agentes de saúde. Em pesquisa realizada entre os hospitais privados com e sem fins lucrativos, a média de estoque para essa categoria de materiais é 45 dias. Entre os itens com maior dificuldade de aquisição, podemos citar: Máscara N95, Máscara cirúrgica, Luvas Cirúrgicas e Álcool Gel, por exemplo. Importante salientar que dentro desta categoria de materiais, há produtos que vêm sendo comercializados com mais de 500% de aumento“, diz a nota.

Em relação aos testes de detecção do COVID-19, a nota ressalta que “os insumos para os testes de detecção do COVID-19 também têm sido uma preocupação dos laboratórios clínicos e de imagem. Em breve, os insumos para o tratamento dos doentes também será um ponto de pauta importante no setor, como os antirretrovirais, oxigênio e demais gases medicinais. Assim sendo, todas as entidades conjuntas que assinam este ofício, gostariam de estabelecer um canal direto junto à Anvisa, Ministério da Saúde e Ministério da Economia para que possamos relatar as necessidades mais pujantes neste momento, buscando viabilizar iniciativas que possam reverter ou amenizar este cenário, garantindo o abastecimento adequado de insumos para atendimento da população.”

As entidades sugerem algumas medidas:

  • Grande parte dos EPIs é importada, assim sendo, esforços para liberação de cargas aduaneiras neste momento seriam de grande valia;
  • Avaliar alternativas no mercado nacional para reposição de uma possível escassez de materiais importados essenciais para o setor;
  • Possibilidade de liberação de kits alternativos para detecção do Covid19, a exemplo do que vem sendo feito pelo FDA;
  • Acompanhar e estabelecer alguma ação direcionada à prática abusiva de preços em um momento de crise em nosso país.

Leia a nota completa, com a relação de suprimentos que mais preocupam as entidades

 

 

 

 

 

 

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