Apesar da crise, prestadores de saúde continuam investindo e representaram quase 17% dos empregos formais criados em 2018

CAGED aponta saldo positivo de 88.981 postos de trabalho no acumulado do ano passado

Por Comunicação CNSaúde , publicado em 29/01/2019

A crise que afetou o país teve relevante impacto na rentabilidade de prestadores privados de saúde por todo o país. Apesar disso, algumas realidades se impuseram e os prestadores continuaram investindo e empregando. Uma dessas realidades é a crescente demanda de serviços de saúde no futuro próximo, devido ao acelerado envelhecimento da população. Além disso, não se pode parar de investir quando há um verdadeiro compromisso com a manutenção de elevados padrões de qualidade e atualização tecnológica.

Levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), lançados pelo Ministério da Economia no dia 23 de janeiro, mostra que ao longo de 2018 os prestadores de saúde privados registraram um total de 610.015 admissões, contra 521.034 demissões, alcançando um saldo positivo de 88.981 postos de trabalho. No acumulado do ano, os empregos celetistas gerados pelos segmento representaram um percentual de 16,8% dos novos postos de trabalho formais criados em todo o Brasil em 2018.

De acordo com o CAGED, as cinco regiões do país apresentaram saldo positivo do emprego formal na segmento de prestadores de saúde privados. O maior número de vagas registradas foi no Sudeste (44.665 mil postos), mais do que o dobro da região Nordeste (17.098 mil postos), seguido pelas regiões Centro Oeste (14.423 mil postos), Sul (10.386 mil postos) e Norte (2.409 postos).

Das unidades federativas, 26 registraram expansão do emprego no segmento. Os melhores resultados foram alcançados pelos Estados de São Paulo, com 25.608 novas vagas; Minas Gerais, com 12.243 vagas; Distrito Federal, com 9.639 vagas; e Bahia, com 5.579 vagas. Apenas o Acre apresentou saldo negativo de empregos formais na Saúde (-119 vagas).

O setor também apresentou uma forte expansão no saldo da geração de postos de trabalho se comparado com anos anteriores. No comparativo com o saldo final do ano de 2017 (49.192 vagas) o setor teve uma expansão de 80% de postos de trabalho, já em relação a 2016 (39.759 vagas) foi de 123% e em 2015 (50.687 vagas) de 75%.

Nos últimos 9 anos (2010-2018), os prestadores privados de saúde foram responsáveis por um saldo positivo de mais de 704 mil empregos formais (CLT) no país. Atualmente, o estoque de empregos no segmento é de 2.066.533 empregos formais, ficando a frente de segmentos importantes como a Construção Civil (2.010.217) e a Agricultura (1.559.184).

Esse resultado alcançado em 2018 torna-se ainda mais expressivo ao compararmos com o saldo registrado por outros segmentos econômicos no mesmo período. O saldo positivo dos postos de trabalho em prestadores privados de saúde foi 34 vezes maior do que o saldo de todos os segmentos que compõem a Indústria de Transformação (2.610); 5 vezes maior que a da Construção Civil (17.957); e 27 vezes maior do que da Agricultura (3.245).

O presidente da Confederação Nacional da Saúde (CNSaúde), Breno Monteiro, comemora os resultados divulgados pelo CAGED:

“Os números são expressamente positivos e mostram a grande importância que o setor da saúde possui para a economia do país. A expectativa da CNSaúde é que os resultados permaneçam crescendo nos próximos anos”, concluiu Breno Monteio.

Gênero e Escolaridade

A análise dos dados do CAGED demonstra ainda algumas características dos empregos gerados no segmento de prestadores privados de saúde. Do saldo total de 88.891 postos de trabalho criados em 2018, um percentual de 74% foi ocupado pelo gênero feminino, ou seja, 65.852 postos de trabalho. Outra característica do setor é a extinção dos postos de trabalho ocupados por trabalhadores com baixo nível de escolaridade (até o fundamental incompleto), foram extintos 3774 vagas. Enquanto que para pessoas com nível de escolaridade maior (médio incompleto a superior completo) foram criadas 92.755 vagas.

Faixa Etária

A faixa etária onde concentram-se o maior número de trabalhadores é a de 18 a 24 anos, com 57.304 postos de trabalho gerados; seguida da faixa etária de 25 a 29 anos, com 22.680 postos de trabalho, e a de 30 a 39 anos, com 19.385 postos de trabalho. Trabalhadores com a faixa etária mais elevada tiveram um redução no número dos postos de trabalho, como foi o caso dos trabalhadores entre 50 a 64 anos, que tiveram -13.782 postos de trabalho, e de 65 anos ou mais, com uma redução de -2.321 vagas.

 Por tamanho de estabelecimento

Os estabelecimentos privados de saúde que mais geraram empregos formais foram os que contêm até quatro trabalhadores, sendo responsáveis por criarem 37.605 postos de trabalho. A segunda faixa de tamanho de estabelecimento que mais gerou empregos formais foi a de 1000 ou mais, sendo responsável por 13.883 postos de trabalho.

Confira abaixo as tabelas com os dados do CAGED em detalhes:

Acumulado de 2018 (jan-dez) dos postos de trabalho
Setor Saldo (Admissões – Demissões)
Extração Mineral 1.473
Indústria de Transformação 2.610
Serviços Industriais de Utilidade Pública 7.849
Construção Civil 17.957
Comércio 102.007
Serviços 398.603
               Saúde* 88.891
Administração Pública – 4.190
Agricultura 3.245
Saldo Geral 529.554

Fonte: CAGED – Ministério da Economia. Elaboração: CNSaúde 

* os dados da Saúde compõem o tópico Serviços 

Estoque de Empregos Formais (CLT)
Setor Estoque
Extração Mineral 188.990
Indústria de Transformação 7.178.839
Serviços Industriais de Utilidade Pública 403.027
Construção Civil 2.010.217
Comércio 9.008.058
Serviços 16.747.401
               Saúde* 2.066.533
Administração Pública 772.515
Agricultura 1.559.184
Estoque Geral 37.868.331

Fonte: CAGED – Ministério da Economia. Elaboração: CNSaúde

* os dados da Saúde compõem o tópico Serviços 

Saldo (admissão – demissão) do emprego formal (CLT) na Saúde por ano
2010 88.845
2011 89.905
2012 103.096
2013 93.358
2014 100.948
2015 50.687
2016 39.759
2017 49.192
2018 88.891

Fonte: CAGED – Ministério da Economia. Elaboração: CNSaúde 

Saldo (admissão – demissão) do emprego formal (CLT) na Saúde por UF
Rondônia 244
Acre -119
Amazonas 264
Roraima 43
Pará 1.619
Amapá 125
Tocantins 233
Maranhão 1.471
Piauí 663
Ceará 4.152
Rio Grande do Norte 1.253
Paraíba 851
Pernambuco 1.291
Alagoas 930
Sergipe 908
Bahia 5.579
Minas Gerais 12.243
Espírito Santo 1.642
Rio de Janeiro 5.172
São Paulo 25.608
Paraná 4.573
Santa Catarina 3.505
Rio Grande do Sul 2.308
Mato Grosso do Sul 1.389
Mato Grosso 1.140
Goiás 2.255
Distrito Federal 9.639
  Total Brasil 88.981

Fonte: CAGED – Ministério da Economia. Elaboração: CNSaúde

Saldo (admissão – demissão) do emprego formal (CLT) na Saúde por Gênero
Masculino 23.129
Feminino 65.852
Total Brasil 88.981

Fonte: CAGED – Ministério da Economia. Elaboração: CNSaúde

Saldo (admissão – demissão) do emprego formal (CLT) na Saúde por Faixa Etária
Até 17 5.038
18 a 24 57.304
25 a 29 22.680
30 a 39 19.385
40 a 49 677
50 a 64 -13.782
65 ou mais -2.321
Total Brasil 88.981

Fonte: CAGED – Ministério da Economia. Elaboração: CNSaúde

Saldo (admissão – demissão) do emprego formal (CLT) na Saúde por Grau de Instrução
Analfabeto 34
Até 5ª Incompleto -235
5ª Completo Fundamental -596
6ª a 9ª Fundamental -817
Fundamental Completo -2.126
Médio Incompleto 578
Médio Completo 60.365
Superior Incompleto 3.923
Superior Completo 27.855
Total Brasil 88.981

Fonte: CAGED – Ministério da Economia. Elaboração: CNSaúde

Saldo (admissão – demissão) do emprego formal (CLT) na Saúde por Tamanho do Estabelecimento
ATÉ 4 37.605
DE 5 A 9 767
DE 10 A 19 1.840
DE 20 A 49 4.082
DE 50 A 99 4.298
DE 100 A 249 8.728
DE 250 A 499 7.351
DE 500 A 999 10.427
1000 OU MAIS 13.883
Total Brasil 88.981

Fonte: CAGED – Ministério da Economia. Elaboração: CNSaúde

 

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